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Fausto Cardoso
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Por Adriano Souza Vieira

A 22 de dezembro de 1864 nascia Fausto de Aguiar Cardoso no engenho São Félix, em Divina Pastora. Filho do Tenente-Coronel Félix Zeferino Cardoso e D. Maria do Patrocínio de Aguiar Cardoso. Passa sua infância desfrutando da condição de menino de engenho, que era, aproveitando os prazeres da vida campestre.

Fausto teve seu primeiro contato com os estudos ainda em sua terra natal, na escola do Padre Antônio. Destacando-se como irrequieto e inteligente, continua seus estudos em Maruim, Capela e no Ateneu Sergipense em Aracaju. Termina o curso secundário (Ensino Médio) no respeitado estabelecimento, Colégio Sete de Setembro, em Salvador.

Saindo da capital baiana presta exames na Faculdade de Direito do Recife, onde de 1880 a 1884 se destaca na vida acadêmica e se torna discípulo de Tobias Barreto. Recebe o apelido de “cidadão irrequieto das repúblicas estudantis”. Concluído o curso de Direito exerce diversos cargos em Sergipe, promotoria em Capela, Gararu, Riachuelo e Laranjeiras. Nesta última cidade colaborou com o jornal, “O Republicano”, e foi orador oficial do Clube Democrático de Laranjeiras, demonstrando sua vocação para a política. Em maio de 1890, Fausto transfere-se para o Rio de Janeiro, então capital federal. Lá desenvolve suas qualidades intelectuais, como advogado, professor, sociólogo, jornalista, poeta e político.


Praça Fausto Cardoso, Centro de Aracaju

Durante sua passagem pelo Rio de Janeiro, de 1890 a 1906, ocupa diversos cargos. Foi delegado auxiliar e secretario geral da Prefeitura no Governo Floriano Peixoto, professor de história na Escola Normal, professor e diretor do Pedagogium, professor de história das Belas Artes na Escola de Belas Artes e de filosofia do Direito na Faculdade Livre de Direito. Colaborou em diversos jornais como Correio do Povo, O Debate, Imprensa (redigido por Rui Barbosa) dentre outros e fundou o “A Aurora”. Além disso, faz diversas publicações. Como por exemplo: o livro, Concepção monística do Universo- Introdução aos Cosmos do Direito e da Moral, prefaciado por Graça Aranha, em 1894; uma série de artigos na “Revista Brazileira”, intitulada “A sciência da História”, em 1895; o ensaio, Taxinomia Social: Cosmos do Direito e da Moral, em 1898.

Na política, Fausto foi Deputado Federal por Sergipe de 1900 a 1902, e reafirmado para o cargo no triênio de 1906 a 1908, sendo que este último mandato não chegou a ser concluído. Mais uma vez foi destaque e confirma sua fama de grande orador, multidões enchiam a Câmara Federal para ouvir seus pronunciamentos. Desde seu primeiro mandato criticou as oligarquias que comandavam os estados brasileiros naquele período, início da República Velha. Não deixando de voltar suas atenções para sua terra natal, criticou duramente a oligarquia olimpista, personificada na pessoa do Monsenhor Olímpio Campos. Dizia ele que este e seus correligionários eram responsáveis diretos pela miséria e o atraso do Estado de Sergipe.

Fausto Cardoso, movido pelos seus sentimentos, volta para Sergipe em 1º de agosto de 1906, tomando para si a incumbência de defender o povo sergipano. Ele é recebido de forma apoteótica na Ponte do Imperador, em Aracaju, pelos seus correligionários e no dia seguinte funda o Partido Progressista, de caráter oposicionista ao governo estadual. Apesar do ambiente propício a uma Revolta, em que mudaria a política sergipana, Fausto acredita na revolução a partir das eleições que estavam por vir.


Monumento a Fausto Cardoso

Porém em 10 de agosto de 1906, eclode a Revolta, que duraria apenas 18 dias. Fausto que se encontrava em Divina Pastora volta às pressas para Aracaju. O então Presidente do Estado, Guilherme de Campos, irmão de Olímpio, e seu vice, Pelino Nobre acabam renunciando. Os dois pedem a Fausto a garantia de suas integridades físicas, prontamente são atendidos. Mas, o Presidente da República, à época, Rodrigues Alves, ordena o restabelecimento da Legalidade com a reposição do governante deposto e seu vice. Revoltado com a posição do Governo Federal, Fausto acaba por liderar a Revolta.

A Tropa Federal procedente da Bahia abafa a insurreição, ocupando o Palácio do Governo. Fausto, baleado no peito, morre no dia 28 de agosto de 1906. Mais tarde, por vingança, Olímpio Campos, seu adversário político, morre em plena Praça XV em 08 de novembro de 1906, no Rio de Janeiro. Os responsáveis foram os filhos de Fausto Cardoso, auxiliados por um primo. O crime chocou a opinião pública do país.

Tal fato é um marco da História Política de Sergipe. No corrente ano completa-se cem anos da morte de Fausto Cardoso. Por tanto, é de suma importância relembrar a Revolta ocorrida em 1906 e a morte do ilustre sergipano de Divina Pastora, para que os fatos e as personalidades sergipanas não se percam no tempo, caindo no esquecimento.

Adriano Souza Vieira é licenciado em História pela Universidade Federal de Sergipe e pesquisador do Memorial de Sergipe – UNIT.

Fonte: Memorial de Sergipe