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Bonifácio Fortes

Por Luiz Antônio Barreto

José Bonifácio Fortes Neto, um dos mais ilustres intelectuais sergipanos, nascido em 26 de abril de 1926, ocupava desde 2 de outubro de 1978, a Cadeira 19 da Academia Sergipana de Letras. Deixou o posto em 5 de novembro de 2004, quando faleceu. A contribuição dada por Bonifácio Fortes à Sociedade de Cultura Artística de Sergipe (SCAS), no final dos anos de 1950, especialmente no concernente ao teatro e ao cinema, foi de fundamental importância.

Nos últimos anos, doente, Bonifácio Fortes recebia a freqüente visita do colega e amigo José Carlos Teixeira, selando uma amizade profunda. Militante da causa democrática, entusiasta das artes e da cultura, formou com Bonifácio Fortes, João Costa, Antonio Joaquim Filho, José Melchiades um grupo diretivo da SCAS dando a Aracaju a oportunidade de assistir a notáveis saraus, concertos, peças teatrais, na mais efetiva distribuição de renda cultural já registrada na capital sergipana. Ele também não conteve as lágrimas, ao despedir-se do amigo morto.

Formado em Direito, pela Faculdade da Bahia, Bonifácio Fortes seguiu uma bela carreira como promotor, juiz de Direito, juiz do Trabalho, professor de Direito Administrativo, concentrando-se por longos anos, a ponto de deixar de lado a sua inclinação pela geografia humana. Em 1956, levando como cartão de visita o seu opúsculo “Evolução da Paisagem Humana da Cidade de Aracaju” (Aracaju: Livraria Regina, 1955), Bonifácio Fortes, então professor da Faculdade Católica de Filosofia, participou do Congresso Internacional de Geografia, no Rio de Janeiro, fazendo, em seguida, o Curso de Altos Estudos Geográficos.

Coordenado por Hilgard Sternberg e ministrado pelos professores Pierre Deffontaines, Pierre Momberg, André Cailleux, Karl Trol, Pierre Birot. E. Rainz, Orlando Ribeiro, o Curso de Altos Estudos Geográficos reuniu mestres que passariam a ser os mais destacados pensadores da geografia, como Milton Santos, na Bahia, Manoel Correia de Andrade, em Pernambuco, Araújo Filho, em São Paulo, dentre outros. Manoel Correia de Andrade, reportando-se ao Congresso e ao Curso de 1956 referia-se ao professor José Bonifácio Fortes Neto como um amigo, a quem teve o prazer de conhecer e de se fazer próximo.

Leitor de literatura e de ciência organizou uma biblioteca pessoal que tomava parte de sua casa da rua de Arauá, chamando a atenção dos visitantes. Presente nas páginas dos jornais, como poeta que espalhou versos, ou como crítico que tratou de obras literárias, de sergipanos e brasileiros, principalmente nas páginas da “Gazeta de Sergipe”, de Orlando Dantas, desde os tempos da “Gazeta Socialista”, revezando o espaço com Carlos Oliveira e com Benvindo Sales de Campos, cada um com seu modo peculiar de escrever.

Além dos poemas, alguns dos quais foram musicados e viraram cantigas conhecidas na década de 1960, como “Isidoro” (“Eu me chamo Isidoro/ de ofício lavrador/preciso desabafar/mas nunca fui cantador. A vida que eu já vivi/é coisa de admirar/a comida que não comi/dava para me fartar/ mas aqui neste instante/não quero me lamentar/ eu quero é lutar de frente/ e não ter que reclamar...”) -, Bonifácio Fortes deixou nos jornais e revistas uma múltipla e qualificada colaboração, que deve ser logo reunida e publicada, para circular como um aporte novo e de qualidade sobre Sergipe e sergipanos.

Seu pequeno livro “Democracia de Poucos – Um Ensaio de Ciência Política” (Aracaju: Livraria Regina, 1963) é um clássico, tanto pelo pioneirismo, como pelas análises que desnudam o processo eleitoral e seu resultado, com uma profunda interpretação dos dados e dos fatos. Bonifácio Fortes continuou na mesma linha analítica, publicando Democracia de Raros e outros ensaios, ou levando para a cátedra de Direito Administrativo da Faculdade de Direito de Sergipe as suas idéias de intérprete da vida social.

Crítico e amante do cinema fundou, com outros adeptos da 7ª Arte, um Clube de Cinema, animando a que muitos jovens aderissem às programações especiais de exibição e debate de filmes. O resultado desse trabalho, ao lado de José Lima de Azevedo, Núbia Marques, Alberto Carvalho, foi o surgimento de uma nova geração de críticos, dentre os quais ganharam destaque João Simões Filho, José Carlos Monteiro e Ivan Valença.

Bonifácio Fortes publicou, também, “Zepelin”, um livro de crônicas, estorietas, memória da sua infância e juventude em Aracaju, sob as vistas do pai, Arício Fortes. E foi, ainda, procurador-geral do Estado no Governo Augusto Franco, uma das raras participações na vida pública. Com Bonifácio Fortes morre um estilo de vida, associado a todos os anseios e causas que a cidadania consciente pode patrocinar. Fica, contudo, o exemplo.

Fonte: iaracaju.infonet.com.br



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